Os métodos em que se baseia são abstratos e multifacetados. Compreender nem sempre é possível e a amplitude de possibilidades é realmente impressionante.
Fazer a escolha certa é um constante desafio, e saber conciliar o desejo do consumidor com um estilo próprio do criador também não é tarefa fácil.
Cresce com bastante entusiasmo o mercado de moda no Brasil, mas somente a partir da década de 90 é que definitivamente se criou uma identidade nacional deixando de lado a mania incurável da cópia do importado. Tudo que se via na moda brasileira era uma reprodução das outras grandes capitais mundiais do setor, devido a tradicional mentalidade nacional da auto menosprezação, de tudo que vinha de fora era melhor e mais bonito.
Isso não caiu no esquecimento, nem foi extinto, bem pelo contrário, ao que diz respeito às pesquisas está completamente igual. É nas vitrines de Paris, Londres e Milão que se busca as informações principais, os últimos lançamentos, as cores, as idéias, as novidades, o que está sendo usado lá hoje será adaptado para que usemos aqui, nas próximas estações.
Mas apesar da contínua busca de informação fora do âmbito nacional, muitos artistas passaram a vangloriar as riquezas que tinham em mãos. O Brasil passou a lançar tendências também, e a ser tendência em muitos momentos. Congratulou a própria capacidade de auto-suficiência em questão de matéria prima e tecnologia, desenvolvendo os próprios processos e os próprios materiais.
Hoje não se faz mais uma moda completamente igual à Européia ou Estadunidense. Reformulou-se um conceito que visa se orgulhar das próprias qualidades.
O Brasil tem alguns grandes pólos nacionais na área têxtil e de confecção. Entre eles São Paulo, cujo mercado está bastante saturado, embora nunca perca sua hegemonia, já está vendo seu espaço ameaçado pelos, que crescem aceleradamente em capacitação e avanços tecnológicos. Santa Catarina segue-o igualitária, com grande tecnologia, qualidade, e inovação na área, está atraindo e capacitando grande numero de profissionais, que estão dando à moda catarinense estilo único e diferenciado, colaborando com grandes marcas para a moda no Brasil e no mundo, como a Colcci, Malwee, Lilica Ripilica, e outras que assim com estas, já estão consolidadas no mercado e tem papel fundamental para a identidade da moda brasileira.
Os processos de desenvolvimento de uma coleção são de fácil compreensão. Consiste na pesquisa, detecção do objeto de inspiração e escolha de um tema. Seguindo da elaboração da cartela de cores, das peças, escolha de tecidos e aviamentos ideais, bem como seus fornecedores, fabricação da peça piloto, aprovação, produção das peças, enquanto o departamento de marketing cuida da divulgação, podendo ser montado um desfile, contando com revendedores e pontos de venda, e enfim, o varejo.
É no ultimo ponto deste processo que se confirma ou não o sucesso da escolha, porque tudo vai depender da aceitação do público, que embora bastante premeditado é imprevisível.
De todas as fases, a pesquisa é a mais essencial. É ela que vai identificar os rumos certos a serem tomados pela empresa, quais são as novidades, as tendências, os novos produtos e técnicas disponíveis no mercado e principalmente apontará qual será o desejo do público alvo no momento em que a peça chegará definitivamente è ele.
A moda se baseia ainda num ciclo, que compreende altos e baixos, e por isso chamado de efeito tickle-down. O pico parte das últimas tendências identificadas, e delas nascem as primeiras coleções, dos grandes criadores, cujo preço privatiza o uso apenas para a alta sociedade, composta inclusive por ícones midiáticos que servem como divulgação.
Após o lançamento e a divulgação feita discretamente pelos grandes artistas essas primeiras coleções servem de laboratório para as coleções e criadores secundários, que possuem um preço também elevado, porém acessível à um número um pouco maior de consumidores, identificados como classe B, que tem poder de compra, estão antenados às tendências e gostam de sustentar marcas. Quando atinge este público afeta diretamente a produção em massa, que compreende o período anterior ao desgaste, quando a coleção vigente perde totalmente espaço e já existem as novas nas primeiras fases deste ciclo.
Em resumo, o ciclo da moda é Lançamento > Consenso > Consumo > Massificação > Desgaste.
É importante apontar que o desgaste já é determinado quando a tendência em voga permeia os limites entre o consumo e a massificação, neste momento, as grandes confecções já determinaram suas coleções e levam as tendências “passadas” da alta classe para o público geral. Com adaptações e diminuição drástica dos custos de produção.
Podemos apontar enfim, que a moda não possui uma única definição nem permite tal ousadia. Se constrói de conceitos e idéias totalmente adversas umas das outras, e que por mais que se busque, jamais encontraremos uma identificação exata.
Por depender de gostos, valores e tipos completamente distintos, basta criarmos nossa própria identidade, nos capacitarmos o suficiente e detectarmos qual é a brecha falha no mercado que melhor podemos nos adaptar e suprir suas carências.
Bibliografia
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832007000200009&lng=pt&nrm=iso. Acesso Out/09.
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-77011998000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt. Acesso Out/09.
FEGHALI, Marta Kasznar e DWYER, Daniela. As Engrenagens da Moda. 1.ed. Editora SENAC: Rio de Janeiro/RJ, 2001.
JONES, Sue Jenkyn. Fashion Design, manual do estilista. 2.ed. Editora: Cosac Naify: São Paulo/SP, 2003.
TREPTOW, Dóris. Inventando Moda, planejamento de coleção. 4.ed. Editora Pallotti : Brusque/SC, 2007.
>>> Trabalhinho entregue ontem, de tão caprichado, eu nem li depois de terminado o texto. Prometo arrumar aqui no blog, mas não agora =D <<<
XoXo!
InFoco°
'Leaving Us On'
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Eu sinceramente esperava mais...
Alexandre Herchcovich, enquanto palestrante, é um ótimo estilista.
Não podemos chamar aquilo de palestra, porque na verdade, foi mais uma entrevista.
Ele contou exatamente tudo, que eu já sabia. E que qualquer um pode saber, se dispondo a ler a biografia dele no wikipédia.
Já sabia que ele gostava de moda desde criança, que ele ajudava a mãe a se vestir, que ela tinha ensinado ele a costurar, que ele estudou moda na anhembi morumbi, que ele trabalhou anos na Cori e na Zoomp.
Não gostei. Valeu a pena? Sim! Gastei só 4,00 para comprar um livro, cuja doação era o ingresso. Sem contar que as outras duas palestras com o Robi Spatti e com Roberto Kharlekian valeram, sozinhos, mais que esses 4,00 reais bem pagos por um livro.
O Alexandre foi mesquinho e antipatico, e parece ser sempre assim. Era o grande esperado do dia, e não fez jus as espectativas.
Deu um resumo da sua trajetória, confesso, ficaria muito feliz em ser só um pouquinho do que ele é hoje. É criativo, capacitado, bom profissional.
Não compraria roupas dele, não me atrai muito, mas ele tem a incrível capacidade de quando em marca alheia, consiliar a identidade da marca e a essência Herchcovich. É essencial!
Mas ele poderia ser mais simpático. Não dói!
No ano passado, conheci a Tereza Santos e a Doris Treptow, dois nomes ilustres da moda brasileira, e que foram milhões de vezes mais simpáticas, tiraram fotos, conversaram com nós, como quem entende que somos nós que faremos no futuro o trabalho que elas fazem hoje. E essa atenção de um profissional experiente, para quem está dando os primeiros passos na área é de suma importância.
A palestra do Ronaldo Fraga no Dona Fashion DC também foi muito mais legal que a do Alexandre. Talvez a palavra certa seja, mais proveitosa.
Mas, valeu a experiência, e aprender que não vale a pena ser antipático... a admiração diminui.
beijinhos!!
Não podemos chamar aquilo de palestra, porque na verdade, foi mais uma entrevista.
Ele contou exatamente tudo, que eu já sabia. E que qualquer um pode saber, se dispondo a ler a biografia dele no wikipédia.
Já sabia que ele gostava de moda desde criança, que ele ajudava a mãe a se vestir, que ela tinha ensinado ele a costurar, que ele estudou moda na anhembi morumbi, que ele trabalhou anos na Cori e na Zoomp.
Não gostei. Valeu a pena? Sim! Gastei só 4,00 para comprar um livro, cuja doação era o ingresso. Sem contar que as outras duas palestras com o Robi Spatti e com Roberto Kharlekian valeram, sozinhos, mais que esses 4,00 reais bem pagos por um livro.
O Alexandre foi mesquinho e antipatico, e parece ser sempre assim. Era o grande esperado do dia, e não fez jus as espectativas.
Deu um resumo da sua trajetória, confesso, ficaria muito feliz em ser só um pouquinho do que ele é hoje. É criativo, capacitado, bom profissional.
Não compraria roupas dele, não me atrai muito, mas ele tem a incrível capacidade de quando em marca alheia, consiliar a identidade da marca e a essência Herchcovich. É essencial!
Mas ele poderia ser mais simpático. Não dói!
No ano passado, conheci a Tereza Santos e a Doris Treptow, dois nomes ilustres da moda brasileira, e que foram milhões de vezes mais simpáticas, tiraram fotos, conversaram com nós, como quem entende que somos nós que faremos no futuro o trabalho que elas fazem hoje. E essa atenção de um profissional experiente, para quem está dando os primeiros passos na área é de suma importância.
A palestra do Ronaldo Fraga no Dona Fashion DC também foi muito mais legal que a do Alexandre. Talvez a palavra certa seja, mais proveitosa.
Mas, valeu a experiência, e aprender que não vale a pena ser antipático... a admiração diminui.
beijinhos!!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Sei lá, não sei bem o que estava procurando, mas encontrei muitas coisas bacanas.
Confesso que não sei muito onde pesquisar tendências, mas hoje entrei em blogs com várias curiosidadezinhas e me empolguei para escrever. Aliás, já estava na hora de voltar aqui.
O tempo está perfeito para fazer companhia pra minha caminha, mas o tempo corre e as obrigações não me permitem tamanha luxuosidade. A vida anda corrida, e não é só a minha. Quando existe tempo, falta assunto, ou vontade para postar, mas prometo pelo menos tentar me corrigir.
Ok.
A moda do mundo, e o mundo da moda, é tão bacana discutir assuntos assim e eu sinceramente me deixo levar.
Atualmente tudo que acontece vira tendências, literalmente tudo. A eleição do Obama e seu popularismo, a crise financeira e seus limites, enfim, os comentários a respeito seriam eternos.
Tenho pensado bastante em seguir uma carreira voltada pro jornalismo de moda, mas não sei até onde eu me daria bem, é mais legal seguir o hit como hobbie mesmo, até que eu me canse e possa abandoná-lo sem problemas.
Pois bem, o que mais me chamou atenção entre as novidades lidas é que praticamente não existem novidades. A moda está meio “arrastada” e pouco inovadora.
Não vi muita coisa diferente dos últimos anos. O clássico preto e branco é o mais linkado, o estilo hippie em misturas psicodélicas e estampas menos convencionais trazidos de outras estações continua presente e a agregação ao estilo country também.
O que pode-se chamar de diferente são as características francesas devido ao ano da França no Brasil e admito... É SUPER LEGAL!
Eu acho o máximo, muito romântico. Uma coisa meio Belle Èpoque, MUITA RENDA, é muito fofo mesmo.
As únicas coisas realmente novas são as tecnologias aplicadas na produção têxtil, novos materiais, novas técnicas e as idéias de reutilização de artigos.
Bom, a idéia agora é adivinhar e levar para as passarelas exatamente aquilo que o consumidor não esperava ver, mas que no fundo era aquilo que ele queria, mesmo que nao soubesse. Tarefinha fácil né?
Boa sorte! ;)
XoXo!
N.
Confesso que não sei muito onde pesquisar tendências, mas hoje entrei em blogs com várias curiosidadezinhas e me empolguei para escrever. Aliás, já estava na hora de voltar aqui.
O tempo está perfeito para fazer companhia pra minha caminha, mas o tempo corre e as obrigações não me permitem tamanha luxuosidade. A vida anda corrida, e não é só a minha. Quando existe tempo, falta assunto, ou vontade para postar, mas prometo pelo menos tentar me corrigir.
Ok.
A moda do mundo, e o mundo da moda, é tão bacana discutir assuntos assim e eu sinceramente me deixo levar.
Atualmente tudo que acontece vira tendências, literalmente tudo. A eleição do Obama e seu popularismo, a crise financeira e seus limites, enfim, os comentários a respeito seriam eternos.
Tenho pensado bastante em seguir uma carreira voltada pro jornalismo de moda, mas não sei até onde eu me daria bem, é mais legal seguir o hit como hobbie mesmo, até que eu me canse e possa abandoná-lo sem problemas.
Pois bem, o que mais me chamou atenção entre as novidades lidas é que praticamente não existem novidades. A moda está meio “arrastada” e pouco inovadora.
Não vi muita coisa diferente dos últimos anos. O clássico preto e branco é o mais linkado, o estilo hippie em misturas psicodélicas e estampas menos convencionais trazidos de outras estações continua presente e a agregação ao estilo country também.
O que pode-se chamar de diferente são as características francesas devido ao ano da França no Brasil e admito... É SUPER LEGAL!
Eu acho o máximo, muito romântico. Uma coisa meio Belle Èpoque, MUITA RENDA, é muito fofo mesmo.
As únicas coisas realmente novas são as tecnologias aplicadas na produção têxtil, novos materiais, novas técnicas e as idéias de reutilização de artigos.
Bom, a idéia agora é adivinhar e levar para as passarelas exatamente aquilo que o consumidor não esperava ver, mas que no fundo era aquilo que ele queria, mesmo que nao soubesse. Tarefinha fácil né?
Boa sorte! ;)
XoXo!
N.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Um pouquinho de história
A moda própriamente dita, surge no momento em que o homem busca se diferenciar através da aparência.
Encontramos este momento na história, quando se encerra a Idade Média e dá-se início a Idade Moderna. É neste ponto que o homem burguês adquire poder financeiro, e passa a imitar a nobreza para demosntrar seu status. Essa proximidade obriga a nobreza a acelerar a sua alteração de modelos, buscando materiais e cortes ainda mais raros do que aqueles que já possuia.
Culpada pela fatídica revolução francesa, surge uma figura lendária na história da França, mas principalmente na história da moda. Trata-se de Maria Antonieta, arquiduquesa da Áustria, consolidou através de seu casamento com Luís Augusto, futuro Luís XVI um acordo entre a Áustria e a França, reconciliando a Casa de Habsburgo com a Casa de Bournon impendindo negociatas entre Prússia e Inglaterra. Tornou-se rainha da França ao 18 anos, 4 anos após seu casamento. Maria Antonieta era querida pelo povo francês, indignava-se com as injustiças proferidas aos pobres e adorava as tumultuosas noites parisienses.
Logo que chegou na França estava sob o reflexo do novo título de nobreza que adquirira com o casamento. Reorganizou a estrutura servil do Palácio de Versailles, introduzindo pessoas jovens e alegres e dispensando funcionários mais antigos. Organizava corridas à cavalo, se interessava por teatro, ópera e literatura e contruiu uma gigantesca coleçãode figurinos ousados, quebrando parâmetros e despertando admiração.
Ao ter a primeira filha, Luís XVI a presentou com um castelo pequeno e aconchegante nos limites de Versailles, onde ela ficava rodeada de criados, mas longe da correria da corte, tendo mais tempo para cuidar de sua filha. O contato com a simplicidade se refletiu no seu figurino, sendo novamente foco de cópias e imitações. Foi a partir deste momento que começou seu declínio, foi acusada de mater romance com o conde Fersen, além de favorecer a Áustria, e insitigar uma revolta onde pretendia o enfraquecimento francês. Carregou a culpa pela crise financeira, por apresentar altos custos ao governo, que foi acompanhado de um inverno rigoroso ocorrido no mesmo período o qual acabou com toda a produção agrícola, provocando a total falta de alimentos e levando a França a um total desastre.
Foi morta na guilhotina, no dia 16 de outubro de 1793, aos 38 anos.
Até o início da revolução industrial as roupas eram chamadas de indumentária, feitas por alfaiates, na maioria homens, que faziam o trabalho que hoje chamamos de alta costura e que hoje só é legalmente seguida por algumas marcas francesas e italianas, como Valentino, Chanel, Dior, e poucas outras. Este trabalho, ou a alta costura é a roupa contruída manualmente, sob medida e sem cópia. Os alfaiates da nobreza e do clero praticavam o que estas marcas citadas fazem hoje, produziam peças únicas, destinadas à uma determinada pessoa, sem se privar do uso de muito luxo e extravagância. Devido ao fato da costura ser completamente manual e as roupas serem exageradamente enormes o tempo de confecção destas roupas era considerávelmente extenso, motivo pelo qual a encomenda era feita com tanta antecedência e como a troca de roupa era feita com grandes intervalos de tempo.
Com a revolução industrial surge o Prêt-à-Porter, ou a fabricação em série da roupa pronta pra ser vestida. A necessidadede um número maior de peças para suprir a acelerada troca de roupas dos funcionários das fábricas, e a propria tecnologia revolucionária que fazia tudo em maior quantidade e menor tempo favoreceram para a rápida massificação desta técnica.
O Prêt-à-Porter surgiu na França, daí o nome, mas logo foi copiado pelos Estados Unidos, país onde a técnica foi aperfeiçoada e por puro egocentrismo deram-se por totais criadores, tal qual aconteceu com a criação da lâmpada, e outras coisinhas mais.
Neste período a moda passa a sofrer sérias e rápidas transformações, as trabalhadoras de fábricas precisavam de conforto para consiguir aguentar as longas jornadas de trabalho. Abre-se mão então dos espartilhos, as roupas ficam mais leves, simples e confortáveis.
No início do século XX os vestidos começam a subir, dando maior mobilidade às pernas, e os tornozelos são o símbolo de sensualidade da época.
Anos 20, a era do jazz, a era de Coco Chanel e Christian Dior. Anos 30 marcado pelo fim das festas comuns na década anterior, ocasionada pela queda da bolsa de valores de Nova York. Nos anos 40, apesar da guerra, ainda se extravasa no uso de tecidos com as saias godês e a cintura volta a ser marcada, muito feminina, apesar das cores mais neutras e da obrigação de se comprar menos por causa da escassez da segunda guerra. Anos 50 a feminilidade abre as portas, a era do "New Look" de Dior, as peças separadas, os conjuntos já não são mais vendidos somente juntos, dando a mulher a oportunidade de fazer jogo de tons e tecidos. Tudo é muito feminino, e muito delicado, as mulheres começam a usar calças, mas não perdem a sensualidade, as cinturas marcadas aparecem de novo, mas não tão forte, roupas que destacam o corpo da mulher, sem deixá-lo a mostra. Anos 60 é a década dos Beatles, do rock'n'roll, as mulheres usam calça e tênis, se vestem igual aos homens, se libertam dos preconceitos. É a época onde tudo é liberado, onde os pais querem dar aos filhos tudo aquilo de que foram privados na sua juventude por causa da guerra. Esta é a década do sexo, drogas e rock'n'roll, cheia de mauricinhos e patricinhas, que se estende até o ponto em que jovens de classes mais altas se cansam de tanto materialismo e abrem as portas para a onda hippie, nos anos 70. Leva uma nação de jovens que abrem mão de tudo para viver uma vida de paz e amor. É a década marcada pelo ovacionado festival de woodstock, embora o estilo de vida seja completamente diferente da década passada, numa total liberdade e contato com a natureza, os preceitos continuam bem parecidos, levemente alterados, é o que chamamos de sexo, orégano e rock'n'roll, são bascimente os mesmos jovens, a mesma nação de inconsequentes e despreocupados, apenas com "moradias" diferentes. Anos 80, a era fitness, roupas tecnológicas voltadas ao esporte ganham as ruas, tênis, camisetas largas ou tops, que deixavam a barriga a amostra. Os cabelos volumosos quase sempre presos num rabo de cavalo, franjas altas. Calças jeans justas, com as cinturas completamente altas, estilo que se arrasta até a década de 90, onde a moda se impulsiona numa produção acelerada, e se altera a cada nova estação.A concorrência estimulada pela exigência do consumidor cada vez mais rigorosa e veloz por produtos novos e diferentes, levaram a produção da moda no estágio que se encontra hoje.
Uma coleção é projetada por um estilista, através de tendências e observações da sociedade, além de inspiração e intuição própria de cada criador. Este faz uma pesquisa aprofundada sobre seu tema escolhido, desenha os croquis, escolhe a cartela de cores, os tecidos, desenha as estampas, os detalhes, manda para a produção desenvolver a peça piloto e a ficha técnica, calcula-se o tempo de produção, as fases, os custos, o preço final e incia-se a produção.
Este processo é feito primeiramente por grandes marcas, que levam aos seus clientes produtos baseados nas novidades do mercado, antecipada das demais, com detalhes únicos e preços altos, o que privatiza o consumo das classes mais privilegiadas. Quando as novas tendências ganham as ruas, cai nas mãos de grandes magazines, que massificam a confecção, até que aquele produto entre em decadência, e já seja atropelado pelo próximo, e assim por diante.
Isso é um pouco do que o mundo da moda é, MUITO POUCO, mas com o tempo os post trarão mais curiosidades e informações interessantes e que traduzem o que acontece atrás dos bastidores.
AGORA PODEM COMENTAR xD
XoXo!
N.
Encontramos este momento na história, quando se encerra a Idade Média e dá-se início a Idade Moderna. É neste ponto que o homem burguês adquire poder financeiro, e passa a imitar a nobreza para demosntrar seu status. Essa proximidade obriga a nobreza a acelerar a sua alteração de modelos, buscando materiais e cortes ainda mais raros do que aqueles que já possuia.
Culpada pela fatídica revolução francesa, surge uma figura lendária na história da França, mas principalmente na história da moda. Trata-se de Maria Antonieta, arquiduquesa da Áustria, consolidou através de seu casamento com Luís Augusto, futuro Luís XVI um acordo entre a Áustria e a França, reconciliando a Casa de Habsburgo com a Casa de Bournon impendindo negociatas entre Prússia e Inglaterra. Tornou-se rainha da França ao 18 anos, 4 anos após seu casamento. Maria Antonieta era querida pelo povo francês, indignava-se com as injustiças proferidas aos pobres e adorava as tumultuosas noites parisienses.
Logo que chegou na França estava sob o reflexo do novo título de nobreza que adquirira com o casamento. Reorganizou a estrutura servil do Palácio de Versailles, introduzindo pessoas jovens e alegres e dispensando funcionários mais antigos. Organizava corridas à cavalo, se interessava por teatro, ópera e literatura e contruiu uma gigantesca coleçãode figurinos ousados, quebrando parâmetros e despertando admiração.
Ao ter a primeira filha, Luís XVI a presentou com um castelo pequeno e aconchegante nos limites de Versailles, onde ela ficava rodeada de criados, mas longe da correria da corte, tendo mais tempo para cuidar de sua filha. O contato com a simplicidade se refletiu no seu figurino, sendo novamente foco de cópias e imitações. Foi a partir deste momento que começou seu declínio, foi acusada de mater romance com o conde Fersen, além de favorecer a Áustria, e insitigar uma revolta onde pretendia o enfraquecimento francês. Carregou a culpa pela crise financeira, por apresentar altos custos ao governo, que foi acompanhado de um inverno rigoroso ocorrido no mesmo período o qual acabou com toda a produção agrícola, provocando a total falta de alimentos e levando a França a um total desastre.
Foi morta na guilhotina, no dia 16 de outubro de 1793, aos 38 anos.
Até o início da revolução industrial as roupas eram chamadas de indumentária, feitas por alfaiates, na maioria homens, que faziam o trabalho que hoje chamamos de alta costura e que hoje só é legalmente seguida por algumas marcas francesas e italianas, como Valentino, Chanel, Dior, e poucas outras. Este trabalho, ou a alta costura é a roupa contruída manualmente, sob medida e sem cópia. Os alfaiates da nobreza e do clero praticavam o que estas marcas citadas fazem hoje, produziam peças únicas, destinadas à uma determinada pessoa, sem se privar do uso de muito luxo e extravagância. Devido ao fato da costura ser completamente manual e as roupas serem exageradamente enormes o tempo de confecção destas roupas era considerávelmente extenso, motivo pelo qual a encomenda era feita com tanta antecedência e como a troca de roupa era feita com grandes intervalos de tempo.
Com a revolução industrial surge o Prêt-à-Porter, ou a fabricação em série da roupa pronta pra ser vestida. A necessidadede um número maior de peças para suprir a acelerada troca de roupas dos funcionários das fábricas, e a propria tecnologia revolucionária que fazia tudo em maior quantidade e menor tempo favoreceram para a rápida massificação desta técnica.
O Prêt-à-Porter surgiu na França, daí o nome, mas logo foi copiado pelos Estados Unidos, país onde a técnica foi aperfeiçoada e por puro egocentrismo deram-se por totais criadores, tal qual aconteceu com a criação da lâmpada, e outras coisinhas mais.
Neste período a moda passa a sofrer sérias e rápidas transformações, as trabalhadoras de fábricas precisavam de conforto para consiguir aguentar as longas jornadas de trabalho. Abre-se mão então dos espartilhos, as roupas ficam mais leves, simples e confortáveis.
No início do século XX os vestidos começam a subir, dando maior mobilidade às pernas, e os tornozelos são o símbolo de sensualidade da época.
Anos 20, a era do jazz, a era de Coco Chanel e Christian Dior. Anos 30 marcado pelo fim das festas comuns na década anterior, ocasionada pela queda da bolsa de valores de Nova York. Nos anos 40, apesar da guerra, ainda se extravasa no uso de tecidos com as saias godês e a cintura volta a ser marcada, muito feminina, apesar das cores mais neutras e da obrigação de se comprar menos por causa da escassez da segunda guerra. Anos 50 a feminilidade abre as portas, a era do "New Look" de Dior, as peças separadas, os conjuntos já não são mais vendidos somente juntos, dando a mulher a oportunidade de fazer jogo de tons e tecidos. Tudo é muito feminino, e muito delicado, as mulheres começam a usar calças, mas não perdem a sensualidade, as cinturas marcadas aparecem de novo, mas não tão forte, roupas que destacam o corpo da mulher, sem deixá-lo a mostra. Anos 60 é a década dos Beatles, do rock'n'roll, as mulheres usam calça e tênis, se vestem igual aos homens, se libertam dos preconceitos. É a época onde tudo é liberado, onde os pais querem dar aos filhos tudo aquilo de que foram privados na sua juventude por causa da guerra. Esta é a década do sexo, drogas e rock'n'roll, cheia de mauricinhos e patricinhas, que se estende até o ponto em que jovens de classes mais altas se cansam de tanto materialismo e abrem as portas para a onda hippie, nos anos 70. Leva uma nação de jovens que abrem mão de tudo para viver uma vida de paz e amor. É a década marcada pelo ovacionado festival de woodstock, embora o estilo de vida seja completamente diferente da década passada, numa total liberdade e contato com a natureza, os preceitos continuam bem parecidos, levemente alterados, é o que chamamos de sexo, orégano e rock'n'roll, são bascimente os mesmos jovens, a mesma nação de inconsequentes e despreocupados, apenas com "moradias" diferentes. Anos 80, a era fitness, roupas tecnológicas voltadas ao esporte ganham as ruas, tênis, camisetas largas ou tops, que deixavam a barriga a amostra. Os cabelos volumosos quase sempre presos num rabo de cavalo, franjas altas. Calças jeans justas, com as cinturas completamente altas, estilo que se arrasta até a década de 90, onde a moda se impulsiona numa produção acelerada, e se altera a cada nova estação.A concorrência estimulada pela exigência do consumidor cada vez mais rigorosa e veloz por produtos novos e diferentes, levaram a produção da moda no estágio que se encontra hoje.
Uma coleção é projetada por um estilista, através de tendências e observações da sociedade, além de inspiração e intuição própria de cada criador. Este faz uma pesquisa aprofundada sobre seu tema escolhido, desenha os croquis, escolhe a cartela de cores, os tecidos, desenha as estampas, os detalhes, manda para a produção desenvolver a peça piloto e a ficha técnica, calcula-se o tempo de produção, as fases, os custos, o preço final e incia-se a produção.
Este processo é feito primeiramente por grandes marcas, que levam aos seus clientes produtos baseados nas novidades do mercado, antecipada das demais, com detalhes únicos e preços altos, o que privatiza o consumo das classes mais privilegiadas. Quando as novas tendências ganham as ruas, cai nas mãos de grandes magazines, que massificam a confecção, até que aquele produto entre em decadência, e já seja atropelado pelo próximo, e assim por diante.
Isso é um pouco do que o mundo da moda é, MUITO POUCO, mas com o tempo os post trarão mais curiosidades e informações interessantes e que traduzem o que acontece atrás dos bastidores.
AGORA PODEM COMENTAR xD
XoXo!
N.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Apresentação!
Finalmente criei o blog que já idealizava há algum² tempo.
Motivada pelo entusiasmo deste mundo de fetiches, a idéia aqui é a de expor e publicar assuntos e discussões sobre moda, além de dicas, histórias, curiosidades e tendências.
Proponho que participem dos post através de comentários. Estou aberta a sugestões de mudanças e de assuntos para novas exposições.
Agradeço a quem tornar da visita ao blog um hábito.
XoXo! N.
Motivada pelo entusiasmo deste mundo de fetiches, a idéia aqui é a de expor e publicar assuntos e discussões sobre moda, além de dicas, histórias, curiosidades e tendências.
Proponho que participem dos post através de comentários. Estou aberta a sugestões de mudanças e de assuntos para novas exposições.
Agradeço a quem tornar da visita ao blog um hábito.
XoXo! N.
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